Segundo a Constituição, a separação de poderes é clara: o Congresso tem o poder de declarar guerra. O Presidente, como Comandante em Chefe, tem o poder de comandar as forças armadas em uma guerra que o Congresso autorizou. Com relação à guerra no Irã, a autorização não foi solicitada pelo Presidente nem concedida pelo Congresso. O Presidente não pode constitucionalmente travar guerra sem autorização do Congresso, a menos que a nação tenha sido atacada, esteja sob ataque ou enfrente um ataque iminente. Nenhuma dessas condições está presente aqui. Por tempo demais, operamos sob uma teoria de poderes presidenciais de guerra tão aberta que carece de qualquer princípio limitante. A questão diante de nós não é democrata contra republicano, nem progressista versus conservador. É o Congresso contra o Presidente. É o Artigo I versus o Artigo II. Os Fundadores não declararam independência há 250 anos para substituir um rei por outro. Nem os Fundadores pretendiam que o Comandante-em-Chefe exercesse a autoridade unilateral de guerra de um monarca inglês do século XVIII. A noção de que um Presidente pode mergulhar os Estados Unidos em uma guerra regional em um dos lugares mais voláteis do mundo — sem nem mesmo informar o Congresso, muito menos garantir sua autorização — é irreconciliável com o texto, a estrutura e a história da Constituição. Em vez de ser um segundo plano diante de uma presidência imperial, o Congresso deve recuperar seu lugar legítimo como o primeiro ramo do governo — exatamente como os Fundadores pretendiam. Somos o Artigo I por um motivo. Está na hora de começarmos a agir como tal.