Na semana passada, recebi outra carta de um aspirante a cineasta. Mesma história que ouvi cem vezes — paixão por fazer filmes que "pareçam honestos, humanos e significativos", alguma menção à Netflix, o de sempre. Mas então ele disse algo que me parou de repente: "Não tenho muitas oportunidades de fazer cinema onde moro." E percebi que ele havia caído na mesma armadilha que atrai tantas pessoas criativas — esperar que alguém lhes desse permissão para começar. Então, aqui está o que eu respondi e o que eu diria para qualquer pessoa que sonhe em ser cineasta, músico, escritor ou qualquer outro tipo de criativo: Se você quer ser cineasta, comece a ser cineasta. Agora mesmo. Hoje. Onde você mora. Você não precisa de um estúdio de Hollywood. Você não precisa de um orçamento de 100 milhões de dólares. Você nem precisa de equipamentos sofisticados. Você tem um telefone? Aí você tem tudo o que precisa para escrever roteiros, gravar vídeos, editar, adicionar efeitos, sincronizar trilhas sonoras. Em resumo — fazer cinema de verdade. Todo grande cineasta que você já ouviu falar começou pequeno. Scorsese. Tarantino. Nolan. Eles teriam matado para ter o poder de produção que você carrega no bolso todos os dias.